SÃO PAULO. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter levantado a possibilidade de uma ação militar para conter a crise na Venezuela, mas evitou fazer uma defesa direta do governo do presidente Nicolás Maduro.
- O seu Trump precisa aprender que a gente não resolve conflitos políticos com armas. Resolve com diálogo, com acordos - disse Lula, ao participar, em São Bernardo do Campo (SP), do lançamento do Instituto Futuro, uma instituição criada com apoio de sindicalistas argentinos que terá a função de discutir políticas públicas para a América Latina.
Na sexta-feira, Trump afirmou que os .
Lula afirmou querer que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "acerte". No mês passado, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou nota de apoio a Maduro e defendeu a eleição para a Assembleia que vai reescrever a constituição da Venezuela.
- E se ele (Trump) não souber (como promover o diálogo), nós aqui na América Latina poderemos ensiná-lo como construir a paz no nosso continente.
Lula defendeu uma situação negociada para a crise no país vizinho.
- Ao invés de dizer que vai usar armas, (Trump) deveria propor a criação do grupo de amigos da Venezuela.

