A liberdade do casal acusado de encomendar a morte do sargento Lucas e o pistoleiro fantasma

Por Portal do Holanda

16/12/2021 9h59 — em Mundo

A decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca, que concedeu liberdade aos proprietários do Supermercado Vitória, Joabson Agostinho e Jordana Azevedo Freire, suspeitos de encomendar a morte do sargento do Exército, Lucas Gonçalves, não autoriza a Polícia a paralisar as investigações contra os acusados, nem desistir da  busca do pistoleiro.

O ministro manteve preservadas as investigações e sua continuidade, para a elucidação do crime e sua autoria. Não se “trancou” o inquérito policial. Este irá prosseguir, espera-se - com todas as consequências legais, podendo, inclusive, ser decretada novamente a prisão de Joabson e Jordana caso apareçam provas mais contundentes que os coloquem, senão na cena do crime, na sua articulação e planejamento.

O ministro preservou o direito constitucional dos acusados de ficarem em liberdade vigiada diante do perigo de serem forçados a produzir provas contra eles, mas não os eximiu do fato de serem os principais suspeitos de um assassinato.No geral, fez a sua parte.

O fato é que houve um crime - supostos mandantes, um assassino profissional  e um corpo inerte transferindo para  seus parentes um incômodo grito por justiça que começa a mexer com a opinião pública, especialmente porque esta não alcança o significado de decisões judiciais que vão na contramão dos interesses da justiça penal. 

O sentimento é de abandono e se reflete na decepção da família do sargento morto, que oferece recompensa para quem  identificar o matador - que é o elo entre os supostos mandantes e o assassinato.

A grande questão é que o crime parece quase perfeito. Há indícios de que Joabson foi o mandante e teria como cúmplice a esposa, que o traia com o sargento. Falta a arma do crime e falta o pistoleiro. Este último pode estar enterrado…

 

 

Texto dos Bastidores da Política*


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26/01/2022

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