O ativista iraniano Amirhosein Musavi foi condenado à morte pelo Tribunal Revolucionário de Teerã, no Irã. A informação foi divulgada pelo advogado dele e por organizações de defesa dos direitos humanos.
Musavi estava preso há dois anos por publicações em redes sociais. O ativista foi declarado culpado de "corrupção na terra", uma das acusações mais graves do código penal iraniano.
Segundo o advogado Reza Shafakhah, a condenação se baseia na "atividade online da conta no Twitter com o nome 'James B. Dean'", pseudônimo sob o qual Musavi publicava no X e no Instagram. As duas contas estão suspensas.
O perfil no X era anônimo, mas as autoridades concluíram que Musavi o administrava. Ele foi detido em dezembro de 2024 no aeroporto de Teerã, quando se preparava para embarcar para a ilha de Kish, no Golfo Pérsico. Shafakhah tornou a sentença pública no X.
Ao longo de três audiências, Musavi respondeu a nove acusações. Além de "corrupção na terra", o ativista era acusado de formação de grupo para atentar contra a segurança nacional, troca de informações com pessoas ligadas a Israel e financiamento do terrorismo.
A condenação aumenta a preocupação de organizações internacionais com o uso crescente da pena capital no Irã contra pessoas que essas entidades consideram presos políticos.
A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, afirma que a pena de morte é uma resposta à "dissidência online" de Musavi contra o governo iraniano. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) também confirmou a sentença.
Em outubro de 2025, Musavi apareceu em uma televisão estatal confessando os crimes em uma reportagem que o acusava de atuar como agente israelense para insuflar os protestos de 2022. Mais tarde, ele retirou as declarações.
Ativistas acusam as autoridades iranianas de torturar detidos para arrancar confissões que posteriormente são exibidas na TV pública. Segundo a IHR, 36 homens ligados a manifestações que ocorreram em janeiro de 2026 já foram executados no país.
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