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Justiça espanhola investiga Mossos d’Esquadra por não coibir referendo

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BARCELONA— O Tribunal Superior da Catalunha disse no domingo que os tribunais da região receberam várias queixas contra a polícia local, conhecida como “Mossos d’Esquadra”, por não ter fechado as seções de votação apesar da ordem judicial que proibiu a realização do referendo para independência da Catalunha. De acordo com a imprensa local, seis juízes investigam os Mossos.

O tribunal disse em uma declaração que as queixas eram contra a polícia catalã por inatividade em locais abertos ilegalmente para a votação. O tribunal disse que pediu aos Mossos mais informações sobre as queixas. A polícia nacional espanhola agiu para fechar dezenas de locais de votação no domingo, muitas vezes entrando em confronto com os eleitores. Na ação, pelo menos 465 pessoas ficaram feridas.

A comunidade autônoma espanhola iniciou às 7h no horário local (4h no horário de Brasília) uma consulta popular, considerada ilegal pelo governo espanhol, para questionar se a população local deseja ou não que a Catalunha seja um Estado independente. Cerca de 10.000 homens da Polícia Nacional de da Guarda Civil foram enviados à comunidade autônoma para coibir o referendo.

Entidades ligadas às forças de segurança do Estado divulgaram um comunicado afirmando que entrarão com ações judiciais contra os Mossos por não reprimirem o referendo e atrapalharem a ação da Guarda Civil e da Polícia Nacional. Em resposta, os Mossos afirmaram que cumpriram seu trabalho com “proporcionalidade”.

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