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Justiça de Israel nega pedido de Netanyahu para adiar depoimento em caso de corrupção

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Justiça de Israel rejeitou uma nova solicitação do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, para adiar seu depoimento em seu julgamento por corrupção nesta quarta-feira (13). Com isso, o líder deve comparecer a uma corte no próximo dia 2, enquanto seu Exército segue travando guerras na Faixa de Gaza e no Líbano.

A expectativa é de que o depoimento divida ainda mais a sociedade israelense. Os apoiadores de Bibi, como o dirigente é conhecido, dizem que ele é alvo de perseguição judicial por parte de seus oponentes, que falharam ao tentar demovê-lo do poder nas urnas. Já seus detratores o acusam de prolongar o conflito contra o Hamas para se proteger contra uma eventual ordem de prisão ao permanecer no poder.

Netanyahu é acusado de suborno, fraude e abuso de confiança em três processos independentes que atualmente tramitam no Tribunal Distrital de Jerusalém desde 2020. Em todos eles, ele é suspeito de ter auxiliado magnatas em troca de favores indevidos e de uma cobertura de imprensa simpática a ele e à sua família. O premiê nega quaisquer irregularidades.

Esta não foi a primeira vez em que seus advogados pediram que seu depoimento no processo fosse adiado. Em julho, de acordo com o jornal Times of Israel, eles solicitaram que a data fosse remarcada para março de 2025, mas a corte rejeitou a solicitação e marcou a sessão para dezembro.

Quando, no domingo (10), eles pediram para adiar o depoimento mais uma vez, assim, ele foi imediatamente negado. Um dos argumentos deles era de que Netanyahu estava ocupado demais com a guerra para preparar uma defesa.

Mas o adiamento anterior ocorreu após o início do conflito, argumentou o tribunal. "Não nos convencemos da existência de nenhuma mudança significativa nas circunstâncias que justificasse a mudança", escreveram os juízes em sua decisão.

Yehudit Tirosh, um dos representantes da Procuradoria-Geral israelense, afirmou que o "primeiro-ministro não pode ditar o calendário de seu julgamento". "Também não sabemos qual será a situação daqui a dez semanas", acrescentou, fazendo referência ao tempo requisitado pela equipe de defesa de Bibi para o depoimento.

O líder ainda deve prestar depoimento enquanto um outro escândalo ameaça a sua gestão: as denúncias de que um funcionário ligado ao seu gabinete vazou informações militares confidenciais para veículos de mídia estrangeiros.

"Sabemos exatamente o que está acontecendo aqui", disse Netanyahu em um vídeo divulgado neste fim de semana. "Esta é uma perseguição organizada, destinada a prejudicar a liderança do país e enfraquecê-lo em meio à guerra."

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