Nesta sexta-feira (17) o governo britânico determinou a extradição de Julian Assange, fundador da plataforma WikiLeaks e acusado de ter divulgado documentos sigilosos dos EUA. Assange vai recorrer da decisão e lamentou: "um dia sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia britânica"
Um porta-voz do Ministério do Interior "os tribunais britânicos não consideraram opressivo, injusto, ou um abuso processual extraditar Assange. Também não consideraram que a extradição era incompatível com seus direitos, incluindo o direito a um julgamento justo, e com liberdade de expressão e (garantiram) que durante sua estada nos Estados Unidos ele será tratado adequadamente, inclusive no que diz respeito à sua saúde".
Os EUA devem julgá-lo por espionagem e, se considerado culpado, podem sentenciá-lo a até 175 anos de prisão por publicar cerca de 700.000 documentos militares e diplomáticos, a maioria sobre o Iraque e o Afeganistão.
Para Stella Assange, advogada e esposa de Julian, "qualquer país que se preocupa com a liberdade de expressão deveria ter vergonha de ver que a ministra do Interior aprovou a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, o país que conspirou para assassiná-lo", disse.



