Juiz rejeita limite de Trump e ordena entrada de 12 mil refugiados nos EUA
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou, nesta segunda-feira (5), que o governo Trump receba cerca de 12 mil refugiados no país. A decisão foi tomada pelo juiz distrital Jamal Whitehead, que rejeitou o argumento da administração republicana de que apenas 160 refugiados deveriam ser aceitos — número correspondente aos que já estavam com viagens agendadas antes da suspensão temporária do programa de refúgio.
No início de seu mandato, Donald Trump suspendeu o sistema de admissão de refugiados nos EUA, embora tenha indicado que aceitaria aqueles que já possuíam a condição aprovada. A nova decisão judicial reforça que essa suspensão não pode ser usada para impedir a entrada de milhares de pessoas que já aguardavam reassentamento.
Whitehead classificou a justificativa do governo como uma "manobra interpretativa de alto nível". O juiz já havia barrado anteriormente uma das ordens de Trump contra o sistema de refugiados, mas a decisão foi derrubada pelo 9º Circuito da Corte de Apelações. Desta vez, Whitehead voltou a criticar a interpretação do tribunal, afirmando que seria necessário "alucinar um novo texto" para sustentar a tese da Casa Branca.
Enquanto trava batalhas judiciais para restringir a imigração, o governo Trump também anunciou nesta segunda uma nova iniciativa: vai oferecer US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil) a imigrantes ilegais que aceitarem deixar o país voluntariamente. O pagamento será feito após o retorno ao país de origem, e inclui assistência com passagens e deslocamento.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna, a medida tem como objetivo reduzir os custos das deportações — estimados atualmente em cerca de US$ 17 mil por pessoa. "A autodeportação é a maneira mais segura e econômica de deixar os Estados Unidos", afirmou a secretária da pasta, Kristi Noem, em nota divulgada pela agência Associated Press.
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