Entre as 20 vítimas do ataque de Israel a um hospital no sul da Faixa de Gaza, na segunda-feira (25), estavam cinco jornalistas que trabalhavam para veículos internacionais, incluindo Reuters , Associated Press , Al Jazeera, NBC e emissoras árabes. A Reuters também confirmou que um fotógrafo da agência ficou ferido.
“Estamos devastados com a notícia da morte do contratado da Reuters Hussam al-Masri e dos ferimentos de outro de nossos contratados, Hatem Khaled, em ataques israelenses ao hospital Nasser, em Gaza, hoje. Estamos buscando urgentemente mais informações e pedimos às autoridades em Gaza e em Israel que nos ajudem a conseguir assistência médica imediata para Hatem”, disse um porta-voz da Reuters.
A Al Jazeera condenou o ataque, chamando-o de “clara intenção de enterrar a verdade”, e lamentou a morte do cinegrafista Mohammed Salama e dos outros jornalistas. A emissora afirmou que, apesar dos ataques, segue comprometida em cobrir ao vivo o que chamou de “genocídio israelense” em Gaza, mesmo com a proibição da entrada de imprensa internacional na região. Salama planejava se casar com a também jornalista Hala Asfour após um cessar-fogo, enquanto a jornalista chamada Mariam Abu Daqqa deixa um filho de 12 anos, evacuado de Gaza no início da guerra.
O Exército israelense reconheceu o ataque, mas alegou que jornalistas não eram alvo da ofensiva e que uma "investigação será aberta". O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a situação como um “acidente trágico”. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse “não estar feliz” com o episódio e voltou a pedir um acordo para a libertação dos reféns israelenses mantidos pelo Hamas.
Limitações à cobertura internacional
Israel não permite que repórteres estrangeiros entrem em Gaza para cobrir o conflito, descumprindo recomendações da ONU sobre a presença da imprensa em zonas de guerra. Por isso, veículos internacionais recorrem a jornalistas locais, como os que morreram no ataque, para documentar a situação no enclave.
Aumento dos ataques
O ataque acontece em meio ao avanço da ofensiva israelense em Gaza, com o início de uma grande operação terrestre para ocupar a Cidade de Gaza e, em seguida, todo o território palestino. Nesta segunda-feira, tanques de Israel foram vistos posicionados ao longo da fronteira com a região.



