"Os serviços especializados se deslocaram ao local dos acontecimentos para realizar os atos de investigação, o que permitirá obter as provas necessárias para esclarecer os fatos", informou o Ministério Público Geral do Estado (FGE) de Guerrero.
As autoridades investigam os responsáveis pelo "homicídio por arma de fogo". Román escrevia a coluna La Realidad Escrito com circulação na mídia local. Antes, ele foi o fundador do extinto jornal impresso La Realidade ; também dirigiu o periódico Expresión Popular e colaborou em diferentes mídias na capital de Guerrero.
A FGE apontou que uma das possíveis linhas de investigação pode estar relacionada com o assassinato do filho de Román, ocorrido na cidade de Ocotito, Guerrero, em 1º de julho, o que não teria relação direta com o trabalho jornalístico.
Embora Román não tocasse em questões de violência, há poucos dias o colunista foi ao Ministério Público exigir justiça pelo assassinato do familiar, disse a Associação dos Jornalistas de Guerrero. "Exigimos que o procurador-geral de Guerrero inicie prontamente a investigação do homicídio, bem como um suposto vazamento da exigência de justiça que o nosso colega fez perante a FGE", declarou o comunicado.
O Ministério Público Geral de Guerrero sustentou, porém, que "realiza a investigação e o acompanhamento para esclarecer os fatos, para aplicar a lei aos responsáveis por diversos crimes". Com o assassinato de Fredid Román, há 16 jornalistas mortos em Guerrero desde 2000. É o segundo homicídio no atual governo estadual.
Recentemente, o representante adjunto do escritório mexicano do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (UN-DH) alertou que "o número de assassinatos de jornalistas registrados no México é motivo de preocupação".
Segundo dados da organização Articulo 19, desde 2000, ao menos 154 comunicadores foram assassinados no país com possível relação ao trabalho jornalístico.



