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Jornal oposicionista ao governo venezuelano deixa de circular no país

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O jornal Tal Cual, crítico do governo de e dirigido pelo venezuelano Teodoro Petkoff, deixará de circular devido a falta de , informou nesta terça-feira (31) seu editor-chefe, Xabier Coscojuela.

— Nosso semanário em papel chega ao fim dia 2 de novembro, para abrir caminho para um novo projeto (...), agora apenas no ambiente digital — indica comunicado oficial do Tal Cual, que em 2015 deixou de circular diariamente pelo mesmo motivo.

Coscojuela afirmou que há um ano o veículo tem recebido pouquíssimo papel da corporação estatal que o importa, o que forçou a empresa a comprar o produto por conta própria. Porém, por causa da desvalorização do bolívar, a compra tornou-se insustentável.

— Pedimos o mesmo tratamento que é dado à mídia impressa do Estado e a algumas empresas privadas, não é uma coincidência que eles não nos vendam papel, há uma intenção de censura — disse Coscojuela.

O governo controla a importação de papel-jornal, que não é produzido na Venezuela. Coscojuela denunciou que, além de não entregar o insumo ao Tal Cual, o governo “lançou uma perseguição judicial" contra seus diretores.

Em 14 de setembro, a justiça arquivou um processo contra Petkoff, diretor do veículo e vencedor do Prêmio Ortega e Gasset de 2015, por supostamente difamar o líder chavista Diosdado Cabello. Petkoff, de 85 anos, teve que se apresentar regularmente à justiça e foi impedido de sair do país.

Coscojuela lembrou que o processo ainda está aberto e que as medidas são mantidas contra os diretores Manuel Puyana, Juan Antonio Golia e Francisco Laysisse.

Nos últimos três anos, sete jornais deixaram de circular em sua versão impressa e se tornaram projetos web ou semanais. Outros reduziram suas páginas e número de cópias, incluindo o El Nacional, o principal jornal crítico do governo.

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