O governo do Japão apresentou um protesto formal à Rússia na quarta-feira, após a prisão de um jornalista japonês sob suspeita de espionagem, exigindo explicações, acesso consular e tratamento humano. Segundo as autoridades russas, o repórter - identificado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia como Yuki Imai, do jornal Hokkaido - teria coletado informações sobre a capacidade de defesa russa em nome de uma agência de inteligência japonesa.
O Serviço Federal de Segurança russo, sucessor principal da KGB soviética, afirmou que o deteve na ilha de Sacalina no momento em que ele se preparava para deixar o país.
O Hokkaido informou que o profissional atuava na Rússia com visto de jornalista e que deveria deixar o país na terça-feira. O jornal não divulgou o nome do repórter, mas mencionou que sua reportagem mais recente a partir da capital regional Yuzhno-Sakhalinsk foi datada de 5 de outubro de 2026.
A porta-voz do chanceler russo, Maria Zakharova, disse na terça-feira que Imai foi acusado de espionagem e alegou que Tóquio estaria utilizando jornalistas japoneses na Rússia para coletar informações com o objetivo de prejudicar a segurança russa. Ela também afirmou que as políticas japonesas em relação à Rússia e o fortalecimento militar do Japão afetariam interesses de segurança de Moscou no Extremo Oriente e que o episódio tende a piorar o clima das relações bilaterais.
Em Tóquio, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador russo Nikolay Nozdrev. O diretor do Bureau de Assuntos Europeus, Kimitake Nakamura, protestou contra a detenção e contra o anúncio russo sem explicações prévias ao governo japonês, pedindo tratamento humano e justo ao jornalista e que representantes japoneses possam ter contato com ele. O Japão informou que Nozdrev disse que transmitiria a posição japonesa a Moscou.
O caso ocorre em meio a tensões crescentes entre Japão e Rússia, intensificadas após a visita do presidente Vladimir Putin, em agosto de 2026, a Iturup - uma das quatro ilhas do arquipélago das Curilas controladas por Moscou e reivindicadas por Tóquio, que as chama de Territórios do Norte. No mesmo contexto, Nakamura reiterou a reivindicação territorial japonesa e protestou contra uma visita recente de autoridades e empresas ligadas a um governo regional chinês a Iturup - visita anunciada pelo governo regional de Sacalina.
O governo japonês disse ainda que o estado de saúde do jornalista era desconhecido porque autoridades do Japão não conseguiram contatá-lo e que a Rússia não havia respondido aos pedidos de acesso.
O secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, declarou que o Japão fará tudo o que puder para proteger o cidadão japonês, acrescentando que, apesar dos diversos atritos, os dois países são vizinhos e precisam manter comunicação, administrando a relação de forma compatível com os interesses nacionais japoneses. No início de outubro de 2026, o Japão impôs sanções econômicas adicionais a Moscou por causa da guerra na Ucrânia. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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