Início Mundo Israel pode estar por trás de ataque com mísseis contra combatentes iranianos na Síria
Mundo

Israel pode estar por trás de ataque com mísseis contra combatentes iranianos na Síria

Envie
Envie

DAMASCO — Pelo menos 26 combatentes, na maioria iranianos, morreram por mísseis disparados contra posições militares governamentais nas províncias de Hama e Aleppo, na Síria, na noite de domingo. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), pela natureza dos alvos, é provável que se trate de um bombardeio israelense.

— Ao menos 26 militares morreram, incluindo quatro sírios e combatentes de nacionalidades estrangeiras, com uma esmagadora maioria de iranianos — disse o diretor da organização não-governamental OSDH, Rami Abdel Rahman.

À rádio militar de Israel, o ministro dos Transportes, Yisrael Katz, afirmou desconhecer a situação. Israel e a Síria continuam oficialmente em guerra há décadas. As relações se agravaram ainda mais com o apoio prestado ao regime sírio pelo movimento xiita libanês Hezbollah e pelo Irã, dois dos maiores inimigos de Israel.

— A violência e a instabilidade na Síria são resultado das tentivas de Irã de se implantar militarmente no país — acusou Katz, que é responsável pelos serviços de Inteligência. — Israel não permitirá a bertura de uma frente na Síria.

No início do mês, o ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, advertiu que a aviação israelense destruiria os sistemas de defesa antiaérea da Síria se o Exército do presidente Bashar al-Assad voltasse a disparar mísseis contra aparelhos de Israel.

A agência oficial síria Sana também havia anunciado terem sido disparados, no domingo, “mísseis inimigos contra posições militares” governamentais nas províncias, sem identificar a origem do ataque.

O ataque contra a base síria coincide com a visita do novo secretário de Estado de Estados Unidos, Mike Pompeo, a Israel, em sua primeira turnê pelo Oriente Medio. No domingo, Pompeo reiterou a linha dura dos EUA em relação ao Irã, garantindo que “a ambição iraniana continua sendo dominar o Oriente Medio”.

Sem o compromisso ou apoio do Irã e da Rússia o regime sírio provavelmente não teria sido capaz de recuperar mais de metade do território das mãos de rebeldes e jihadistas. Nesta segunda-feira, forças leais a Assad continuaram se preparando para a retirada de combatentes do campo palestino de Yarmuk, o último reduto do Estado Islâmico nos arredores a sul de Damasco. O acordo prevê a transferência de combatentes para a província de Idlib, no noroeste da Síria — região dominada pelos jihadistas da Tahrir al-Sham, braço da al-Qaeda no país.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?