O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, determinou neste domingo (8) que o Exército impeça a chegada do veleiro Madleen à Faixa de Gaza. A embarcação transporta 12 ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, e faz parte da Flotilha da Liberdade, que busca romper o bloqueio israelense e entregar ajuda humanitária.
Katz chamou Greta de “antissemita” e afirmou que Israel não permitirá a quebra do bloqueio, alegando risco de envio de armas ao Hamas. O Madleen, que saiu da Itália com alimentos e remédios, deve ser interceptado e levado ao porto de Ashdod, com deportação dos ocupantes prevista.
Desde março, Israel impõe severas restrições à entrada de ajuda em Gaza. A retomada parcial da distribuição, coordenada pela polêmica Fundação Humanitária de Gaza (GHF), tem sido marcada por caos e mortes — mais de 100 palestinos morreram em confrontos recentes com soldados israelenses durante tentativas de obter mantimentos.
A flotilha afirma que sua missão é abrir um corredor humanitário. Thiago Ávila disse que o grupo está ciente dos riscos. A ONU já exigiu passagem segura para missões do tipo, alegando que o bloqueio viola o direito internacional.



