Israel confirmou nesta quinta-feira (7) que pretende ocupar toda a Faixa de Gaza após o fim da guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o objetivo é criar um "perímetro de segurança" e um "governo temporário" no local, mas segundo ele, sem anexar o território
Segundo Netanyahu, o controle ficará inicialmente com as Forças Armadas israelenses, até que haja condições para a criação de um novo governo local. Ele também afirmou que o plano inclui resgatar reféns mantidos em Gaza.
O grupo Hamas criticou duramente a decisão, dizendo que ela prejudica as negociações por um cessar-fogo. O premiê se reunirá com seu gabinete ainda hoje para oficializar o plano, que enfrenta resistência dentro do próprio Exército israelense.
Centenas protestaram em Jerusalém pedindo o fim da guerra e a libertação dos reféns em Gaza. O Fórum das Famílias dos Reféns quer um acordo imediato e critica o plano de ampliar a ofensiva. Israel acredita que 20 dos 50 reféns ainda estão vivos. A população de Gaza enfrenta múltiplos deslocamentos e crise humanitária, enquanto Netanyahu sofre pressão interna e externa. Mais de 61 mil palestinos morreram pelo ataque de Israel a Gaza, segundo autoridades locais. Somente nas últimas 24 horas, as autoridades contabilizaram 98 palestinos mortos por Israel.



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