O Ministério das Relações Exteriores do Iraque convocou no domingo o embaixador do Irã para protestar contra o ataque, chamando-o de uma violação flagrante da soberania do país. Não houve feridos na ação na cidade de Erbil, que marcou uma escalada significativa entre os EUA e o Irã. A hostilidade entre os inimigos de longa data muitas vezes ocorreu no Iraque, cujo governo é aliado dos dois países.
O ataque foi duramente condenado pelo governo iraquiano, que o chamou de "violação da lei e das normas internacionais" e exigiu uma explicação da liderança iraniana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Iraque, Ahmad al-Sahhaf, disse à Associated Press que o ministério convocou o embaixador iraniano, Iraj Masjedi, para fazer o protesto diplomático.
Os EUA disseram que o ataque com mísseis emanou do Irã e o condenaram veementemente. "Os ataques foram uma violação ultrajante da soberania do Iraque. Nenhuma instalação dos EUA foi danificada ou pessoal ferido, e não temos indicações de que o ataque foi direcionado aos Estados Unidos", disse o porta-voz do Departamento de Estado Ned Price a repórteres em Washington.
A Guarda Revolucionária do Irã disse em seu site que atacou o que descreveu como um centro de espionagem israelense em Erbil. Ela não deu mais detalhes, mas em um comunicado, disse que Israel estava na ofensiva, citando o recente ataque que matou dois membros da organização.

