"Acredito que os ingredientes estão postos", afirmou Zarif à CNN. "Uma oportunidade acaba de ser criada, e essa oportunidade precisa ser aproveitada", prosseguiu o chanceler iraniano. Segundo ele, é possível que um "entendimento" seja possível já na sexta-feira e a expectativa é de que um acordo definitivo seja alcançado "em menos de um ano".
Também nesta quinta-feira, um porta-voz da UE relatou "progressos" na reunião de hoje entre o Irã e o grupo de seis potências formado por Alemanha, China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.
Fontes diplomáticas norte-americanas também disseram que "um primeiro passo para o acordo" poderia ser alcançado já nesta semana, o que faria deste o primeiro progresso real em anos de negociações em torno do programa nuclear iraniano.
"Estamos fazendo progresso", disse o porta-voz da UE, Michael Mann. "Ashton se reunirá amanhã pela manhã com Zarif para que se possa dedicar mais tempo às gestões de alguns temas", declarou.
Ashton se reunirá com Sharif depois de realizar consultas com representantes dos países envolvidos, concluiu Mann.
Ontem, uma fonte norte-americana aventou a possibilidade de um acordo por meio do qual o Irã congelaria seu programa nuclear em troca de alívio nas sanções impostas ao país, provavelmente por um período de seis meses.
Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, como a geração de energia elétrica e o desenvolvimento de isótopos medicinais, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.
O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.

