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Irã diz que memorando de entendimento 'nunca esteve tão próximo' e pede fim de especulações

Estadão

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira (12) que o chamado Memorando de Entendimento de Islamabad "nunca esteve tão próximo" de sua conclusão, mas pediu que a imprensa evite especulações sobre o conteúdo do documento enquanto as negociações não forem finalizadas.

Em publicação no X, Araghchi disse que o acordo ainda depende de sua conclusão formal. "O Memorando de Entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. Enquanto sua finalização não ocorre, a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo", escreveu.

O chanceler acrescentou que os detalhes serão divulgados posteriormente. "Em linha com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento oportuno", afirmou.

A manifestação ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Irã de divulgar informações falsas sobre os termos de um possível acordo destinado a encerrar o conflito entre os dois países. Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou que os detalhes apresentados por autoridades iranianas à imprensa "não têm nada a ver" com o entendimento negociado entre as partes.

Logo depois da publicação de Araghchi, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, negou relatos de que o Irã receberia recursos financeiros como parte de um eventual acordo. Em publicação no X, Teerã "não está recebendo dinheiro" e nenhum fundo será liberado apenas pela assinatura do entendimento ou pela participação em reuniões. Vance afirmou que os benefícios econômicos previstos dependerão do cumprimento das obrigações assumidas pelo Irã e defendeu que a estrutura do acordo prioriza as preocupações dos EUA e de seus aliados. "Se o Irã cumprir suas obrigações, então os benefícios econômicos fluirão para eles e para toda a região", escreveu.

Mais cedo, Trump declarou que os termos supostamente vazados por Teerã eram "fracos e patéticos" e acusou o governo iraniano de não negociar de boa-fé. O presidente americano, porém, não detalhou quais pontos considerava incorretos.

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