Por Enas Alashray e Steve Holland e Timour Azhari
CAIRO/WASHINGTON/RIYADH, 8 Ago (Reuters) - O Irã afirmou neste sábado que um acordo com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz estava próximo, mas que não seria suficiente para liberar a via navegável, enquanto os Emirados Árabes Unidos afirmaram que o Irã havia atacado outro navio na região.
Uma autoridade norte-americana, que preferiu não se identificar, disse na sexta-feira que Washington previa um acordo em breve entre o Irã e Omã, que ficam de cada lado do estreito, para que o tráfego normal de petróleo pudesse ser retomado.
O acordo entre os dois países sobre o controle da via navegável estratégica é considerado crucial para um acordo mais amplo que ponha fim ao conflito iniciado com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que Irã e Omã estavam “muito próximos” de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito de Ormuz, mas que a reabertura do estreito dependia de outras condições, incluindo uma indenização dos EUA ao Irã.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) informaram neste sábado que o Irã havia atacado com um míssil um navio afiliado à sua empresa estatal de petróleo enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, sem que fossem registrados feridos, na mais recente escalada dos ataques à navegação na região.
Não houve comentário imediato das autoridades iranianas. A mídia iraniana citou o relatório dos Emirados Árabes Unidos sem incluir a parte em que o país culpava o Irã pelo ataque.
Nas últimas semanas, o governo Trump sinalizou repetidamente que um acordo para reabrir o estreito poderia estar próximo, mas o Irã negou que as negociações estivessem em andamento. Não ficou claro se a recente onda de negociações resultaria em um acordo mais duradouro.
“Há progresso entre Omã e o Irã em relação ao estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse uma autoridade dos EUA à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo for anunciado para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”
(Reportagem adicional de Nafisa Eltahir e Samia Nakhoul, em Dubai; redação de Philippa Fletcher)



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