Faltando oito dias para o prazo final dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aplicar novas tarifas ao Brasil, o governo americano demonstrou mais um interesse no país: o acesso a minerais estratégicos como lítio e nióbio, essenciais na produção de baterias, de equipamentos eletrônicos e militares.
Além de pressionar pelo fim de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas de tecnologia americanas e defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de um possível julgamento por tentativa de golpe, Trump agora quer garantir o fornecimento desses recursos minerais.
Na quarta-feira (23), o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, se reuniu com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Segundo o instituto, Escobar afirmou que o governo americano deseja firmar acordos com o Brasil para obter acesso a esses minerais considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos.
No entanto, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, Raul Jungmann, teria explicado a Escobar que a negociação tem que envolver o governo federal.
"Eles reafirmaram esse interesse mostrando realmente que eles estão preocupados e que eles têm interesse e nós sabemos que eles realmente precisam de terras raras, está certo. Eu respondi a eles que como a constituição brasileira determina que o subsolo leia-se os minerais são da união que essa é uma pauta do governo, que nós estávamos preocupados em estreitar uma pauta e fazer contrapartidas com o setor privado e também com o congresso americano. Evidentemente que pode vir a ser uma carta a mais na manga da negociação para os brasileiros, mas isso repito: depende do que o presidente e o nosso negociador chave venham a propor", disse Jungmann.

