SÃO PAULO, 16 Mar (Reuters) - A indústria de etanol do Brasil projeta uma produção recorde de etanol em 2026/27, com aumento de quase 4 bilhões de litros ante o ciclo anterior, de acordo com nota assinada por entidades como União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
O crescimento ocorre em momento em que o mercado espera uma safra de cana mais "alcooleira", com maior destinação da matéria-prima para a produção de etanol, enquanto a fabricação do combustível de milho também seguirá crescente.
"O setor bioenergético inicia a safra 2026/2027 com projeção de produção recorde de etanol, acrescentando quase 4 bilhões de litros ao mercado -- volume quase equivalente ao total de gasolina importado pelo Brasil em 2025", disseram as associações.
Na safra 2025/26, segundo a estatal Conab, o Brasil deveria produzir 36,66 bilhões de litros.
No momento de volatilidade nos preços internacionais do petróleo, o setor "reafirma a capacidade do etanol de proteger o consumidor brasileiro sem subsídios e sem impacto sobre as contas públicas", após o governo brasileiro anunciar na semana passada um programa de subvenção ao diesel e também corte dos tributos PIS/Cofins.
"As três entidades reafirmam que o etanol não é uma resposta de emergência, mas uma estrutura que o Brasil levou décadas para construir -- e que hoje oferece ao consumidor uma alternativa real ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional."
(Por Roberto Samora)

