Aos 71 anos, o presidente russo recebeu, pela atual contagem, cerca de 10 pontos porcentuais a mais de votos do que em 2018 (76,5%).
Trata-se da maior vitória eleitoral desde que ele chegou ao poder, o que lhe permitirá permanecer no Kremlin até 2030.
Mais cedo, em discurso à TV estatal, assim que as votações foram encerradas, Putin já comemorava a vitória, dizendo que a sua reeleição permitirá à Rússia "consolidar a sociedade". "Indica confiança e esperança em mim."
Para ele, o resultado mostra que o país estava certo ao escolher seu caminho atual.
As eleições presidenciais na Rússia foram realizadas entre 15 a 17 de março. Além de Putin, concorreram Nikolai Kharitonov (KPRF), Vladislav Davankov (Novye Lyudi) e Leonid Slutsky (LDPR), que somam 4,22%, 4,06% e 3,16% dos votos contados até aqui, respectivamente.
Apesar dos controles rigorosos, foram registrados dezenas de casos de vandalismo nas assembleias de voto durante o processo eleitoral.
Várias pessoas foram presas, inclusive em Moscou e São Petersburgo, após tentativas de incendiar e detonar explosivos em locais de votação. Outras foram detidas por jogar antisséptico verde ou tinta nas urnas.
Alguns eleitores ouvidos pelo jornal The New York Times expressaram "gratidão" a Putin por inaugurar um período de relativa prosperidade econômica após a difícil transição do comunismo na década de 1990, ignorando os efeitos da invasão da Ucrânia e das sanções ocidentais.
Assim que as primeiras pesquisas de boca de urna foram se tornando públicas, a Casa Branca, sede oficial do presidente Joe Biden, soltou comunicado dizendo que Putin "prendeu os seus oponentes e impediu que outros concorressem contra ele", frisando que o pleito "obviamente, não foi livre e nem justo".
Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a falta de legitimidade no processo, que chamou de "imitação de eleições". "As eleições russas são uma farsa ilegítima", completou.
Segundo ele, Putin "quer governar para sempre".



