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Impeachment de Trump será enviado ao Senado na segunda, diz líder democrata

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump será enviado ao Senado na segunda-feira (25), de acordo com Chuck Schumer, líder dos democratas na Casa. Assim, o andamento da ação de afastamento do republicano será retomado. O processo foi aprovado em tempo recorde, no dia 13 de janeiro, na Câmara, mas o impedimento precisa ser confirmado pelo Senado. O ex-presidente é acusado de incitar uma insurreição contra o governo dos Estados Unidos, já que seus apoiadores, motivados por um discurso inflamando do republicano durante um comício em Washington, invadiram o Congresso, em 6 de janeiro, para tentar impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. Trump tentava reverter o resultado do pleito que perdeu. A decisão sobre o envio do processo cabe à presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, e Schumer disse ter sido avisado por ela que o processo será realizado na segunda (25). "O Senado conduzirá o julgamento de impeachment de Trump. Será um julgamento completo e justo", disse ele no Senado. Embora o republicano tenha deixado o cargo na quarta (20), o processo ainda pode provocar a perda de seus direitos políticos. Se isso ocorrer, ele não poderá disputar a Presidência em 2024. Havia um debate entre os democratas sobre quando enviar do processo ao Senado, já que, uma vez detonada a ação na Casa, o julgamento poderia tirar o foco do início do governo Biden e atrapalhar votações importantes, como a nomeação de membros da gestão e o pacote de ajuda econômica. O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, havia proposto que o envio fosse feito em meados de fevereiro, para dar mais tempo à defesa de Trump. Embora McConnell não tenha dado nenhuma declaração pública se votará contra ou a favor da condenação do ex-presidente, ele teria dito a pessoas próximas, segundo a imprensa americana, acreditar que o presidente cometeu ofensas puníveis com impeachment --e que o processo poderia ser bom por facilitar a expulsão dele do partido. Como a condenação no Senado demanda maioria de dois terços, Trump só será impichado se ao menos 17 republicanos concordarem. Atualmente, há 50 senadores que votam com os democratas e 50 republicanos na Casa. Os dois senadores democratas eleitos pela Geórgia já tomaram posse. A Constituição não estabelece um prazo para que o impeachment seja concluído, o que abre margem para que a ação siga após a saída de Trump da Casa Branca. Há, no entanto, risco de que o caso vá parar na Justiça. Segundo o pedido de impeachment, Trump "fez, deliberadamente, declarações que encorajaram ações ilegais" e "continuará sendo uma ameaça à segurança nacional, à democracia e à Constituição se for autorizado a permanecer no cargo". "Incitados pelo presidente, membros da multidão à qual ele se dirigiu (...) violaram e vandalizaram o Capitólio, feriram e mataram equipes de segurança, ameaçaram membros do Congresso e o vice-presidente e se engajaram em atos violentos, mortais, destrutivos e sediciosos", diz o documento. A carta cita ainda falas de Trump, como "se vocês não lutarem para valer, vocês não terão mais um país", e menciona os esforços dele para subverter a eleição que perdeu, como o telefonema ao secretário de Estado da Geórgia, a quem pediu que "encontrasse votos" para mudar o resultado, além das reiteradas e infundadas declarações de que a vitória de Biden era resultado de uma fraude generalizada no pleito. "Em tudo isso, o presidente Trump colocou gravemente em perigo a segurança dos EUA e de suas instituições governamentais. Ele ameaçava a integridade do sistema democrático, interferia na transição pacífica de poder e colocava em perigo um braço do governo. Assim, ele traiu sua confiabilidade como presidente, para prejuízo manifesto do povo dos EUA", diz o texto. Este é o segundo processo de impeachment enfrentado por Trump. Em fevereiro de 2020, ele foi inocentado pelos senadores com 52 votos contrários e 48 a favor em relação à acusação de abuso de poder, e 53 a 47 quanto à obstrução do Congresso. Ele foi processado por pressionar o presidente da Ucrânia a investigar ações do filho de Joe Biden naquele país.

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