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Imigrantes são alvo de pesquisa para controle da tuberculose

Imigrantes são alvo de pesquisa para controle da tuberculose
Imigrantes são alvo de pesquisa para controle da tuberculose

Segundo o site Uol, para o combate e tratamento da tuberculose entre estrangeiros que vivem no Brasil, pesquisadores da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) apresentarão nos próximos dias à OMS (Organização Mundial da Saúde) uma avaliação epidemiológica com imigrantes que vivem nas capitais Boa Vista, Curitiba, Manaus e São Paulo.

Tanto em Manaus quanto em Roraima, os imigrantes são, na maioria, venezuelanos. A imigração se intensificou a partir de 2017, com o agravamento da crise econômica, política e social naquele país. estas cidades têm registrado aumento no número de refugiados, que na maioria das vezes vivem em condições propícias para a transmissão da doença, como abrigos e alojamentos.

"Nos últimos três anos, os números referentes à tuberculose têm aumentado e sabemos que os casos se concentram em grupos vulneráveis, como migrantes, índios, pessoas em situação de pobreza, sem moradia, alimentação e condições de higiene adequadas", afirma Ethel Maciel, pesquisadora e enfermeira com pós-doutorado em Epidemiologia.

Esse estudo foi dividido em três fases: foram analisadas informações já existentes sobre o os imigrantes, tais como quantidade, procedência, situação de moradia e saúde; os pesquisadores irão realizar exames capazes de identificar a presença da Mycobacterium tuberculosis e por último foram realizadas entrevistas eletrônicas com profissionais da saúde para entender os desafios do atendimento desta população.

Os resultados da pesquisa ressaltam as diferenças de prevalência dos testes tuberculínicos entre as cidades estudadas. Em Manaus, por exemplo, 46% dos estrangeiros submetidos ao teste tiveram diagnóstico positivo para a presença da bactéria no corpo, o que não caracteriza que a doença esteja ativa. Em Curitiba, o percentual foi de 28% e em Boa Vista, 23%. Para entender os números é importante conhecer a situação de moradia dessas pessoas.

Em Boa Vista e Manaus 96,7% dos imigrantes viviam em abrigos ou albergues no momento das entrevistas. Em Manaus, o percentual era de 95,6%. Os locais têm, no geral, características que facilitam a transmissão da tuberculose: grande número de pessoas convivendo, pouca ventilação e condições ruins de higiene.

O estudo verificou ainda que metade dos imigrantes está desempregada e a maioria afirmou ter recebido auxílio governamental no auge da pandemia pelo novo coronavírus. Cerca de 30% dos investigados tiveram covid-19.

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