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Idosos argentinos são agredidos pela polícia em manifestação contra Milei; vídeo

 

 

A Argentina enfrenta as consequências do maior confronto entre manifestantes e forças de segurança desde o início do governo de Javier Milei. O protesto desta quarta-feira (13), que inicialmente reunia aposentados em frente ao Congresso Nacional, foi marcado por violência e resultou na prisão de 114 pessoas. Entre os feridos, um fotojornalista segue internado em estado grave após ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogêneo.

O governo argentino acusa grupos de esquerda de promoverem uma tentativa de golpe de Estado ao se unirem a membros de torcidas organizadas para inflamar os protestos. Em resposta à repressão policial, um juizado penal determinou a soltura dos detidos, criticando a atuação das autoridades e destacando que as prisões feriram o direito constitucional à manifestação. A ministra da Justiça, Patricia Bullrich, afirmou que os manifestantes ainda podem enfrentar penas severas sob a nova Lei Antimáfias, que prevê até 20 anos de prisão. 

O caso do fotojornalista Pablo Grillo gerou grande repercussão. Independente, Grillo cobria o protesto quando foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo. Seu pai afirmou que a família tem histórico de militância social, enquanto a ministra Bullrich o classificou como um “militante kirchnerista”, associando-o à esquerda do país. O chefe de gabinete de Milei lamentou o ocorrido, mas o presidente argentino não se pronunciou sobre o episódio.

Além dos manifestantes, 20 policiais ficaram feridos durante os confrontos. O governador de Buenos Aires, Jorge Macri, relatou que veículos e equipamentos urbanos foram danificados, resultando em prejuízo de 260 milhões de pesos (cerca de R$ 1,4 milhão). Macri condenou a violência e afirmou que criminosos infiltrados atacaram as forças policiais com pedras, paus e até armas de fogo.

Os protestos semanais dos aposentados acontecem há décadas, mas se intensificaram no governo Milei devido aos cortes e reajustes insuficientes nas aposentadorias. Atualmente, o valor pago aos beneficiários os coloca na linha da pobreza, agravando a insatisfação social. A escalada da violência se assemelha ao confronto de junho passado, quando senadores aprovaram um pacote de desregulamentação econômica proposto pelo governo.

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