OUAGADOUGOU - Supostos extremistas mataram ao menos 17 pessoas e deixaram oito feridos durante um ataque a um restaurante em Ouagadougou, capital de Burkina Faso, informou o ministro das Comunicações, enquanto forças de segurança buscam libertar as pessoas ainda presas nesta segunda-feira dentro do estabelecimento.
Uma testemunha viu clientes fugindo do restaurante Aziz Istanbul no centro de Ouagadougou enquanto a polícia e forças paramilitares cercavam o local em meio a tiroteio.
— Este é um ataque terrorista — disse o ministro das Comunicações, Remi Dandjinou, em entrevista coletiva. Ele disse que a operação de segurança ainda estava em andamento.
As forças de segurança de Burkina Faso mataram três supostos extremistas mas ainda havia pessoas presas dentro do prédio.
Burkina Faso, como outros países da África Ocidental, foi alvo esporádico de grupos extremistas que operam em todo o Sahel africano. A maioria dos ataques ocorreu ao longo de sua região de fronteira do norte com o Mali, que tem sido cenário de ataques de militantes islâmicos há mais de uma década.
Trinta pessoas foram mortas quando homens armados atacaram um restaurante e hotel em Ouagadougou em janeiro de 2016 em um incidente reivindicado pela al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).
Uma nova aliança ligada à al-Qaeda de grupos jihadistas malienses reivindicou um ataque em junho que matou pelo menos cinco pessoas em um luxuoso resort de Mali, popular entre os expatriados ocidentais fora de Bamako.
As nações africanas lançaram uma nova força militar multinacional para enfrentar militantes islâmicos no Sahel no mês passado, mas não estará operacional até mais tarde este ano e enfrenta uma queda do orçamento.

