A reunião entre Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi cancelada, e o ministro da Fazenda afirmou que houve interferência de “forças de extrema direita” ligadas à Casa Branca.
Ele afirmou que, após Eduardo Bolsonaro declarar que inibiria contatos entre os dois governos, o encontro previsto para quarta-feira (13) foi desmarcado sob a justificativa de “falta de agenda”.
"Eduardo publicamente deu uma entrevista [dizendo] que ia procurar inibir esse tipo de contato entre os dois governos. E, depois disso, aconteceu o episódio [do cancelamento da reunião]. Depois da entrevista dele, de que agiria contra os interesses do país, não há como não relacionar uma coisa à outra. Não há coincidência nesse tipo de coisa", disse Haddad.
O ministro explicou que Lula pediu, em julho, para ele intermediar a reunião depois de um encontro anterior com Bessent, ocorrido antes do anúncio do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. As negociações começaram, mas não avançaram. Haddad ainda rebateu o governador Tarcísio de Freitas, que defendeu uma ligação direta entre Lula e Trump, classificando a ideia como “um pouco ingênua” e sem o devido preparo diplomático.
Sobre a resposta brasileira ao tarifaço, Haddad disse que a Medida Provisória criada pelo governo prevê três frentes: linhas de financiamento para empresas afetadas, incentivos em compras públicas e ajustes tributários específicos. A medida busca proteger setores prejudicados e reduzir o impacto das novas tarifas sobre as exportações para os EUA.



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