Guerra na Ucrânia: Macron fala em trégua, e Trump sugere reaproximação com Putin
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniram na Casa Branca para discutir a guerra na Ucrânia. Apesar de ambos defenderem a paz, suas visões sobre como alcançá-la são diferentes. Macron ressaltou a necessidade de garantir a segurança da Ucrânia para evitar que a Rússia descumpra futuros acordos, enquanto Trump se apresentou como um negociador experiente, sem mencionar garantias concretas.
"Primeiro, é necessária uma trégua. Acredito que ela poderia ser alcançada nas próximas semanas", afirmou Macron em entrevista à Fox News após a reunião com Trump.
Durante o encontro, as divergências entre os dois ficaram evidentes quando Macron corrigiu Trump sobre o financiamento à Ucrânia. O francês afirmou que a Europa arca com 60% do apoio financeiro e militar, enquanto os EUA fornecem uma parte semelhante. Trump, por outro lado, evitou criticar diretamente a Rússia e chegou a sugerir que Moscou poderia ser reintegrada ao G7, além de considerar o envio de uma força de paz europeia para o território ucraniano.
A reunião ocorreu durante o encontro virtual do G7, que marcou os três anos da guerra no leste Europeu. Apesar de chamar o diálogo com Trump de "perfeito", Macron enfrenta desafios para garantir maior envolvimento dos EUA no conflito. Trump, por sua vez, tem feito críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e sugeriu que a Ucrânia teve responsabilidade no início da guerra.
Durante a conversa, Trump afirmou ter discutido o conflito com Vladimir Putin e garantiu que o líder russo aceitaria a presença de tropas europeias para garantir a paz após um acordo. Macron, por sua vez, afirmou que há tempos não conversa com Putin, mas espera que a eventual volta de Trump à Casa Branca crie novas oportunidades de diálogo com Moscou.
A posição de Trump tem gerado preocupação entre líderes europeus, especialmente após ele chamar Zelensky de "comediante modestamente bem-sucedido" e "ditador". Recentemente, o presidente ucraniano acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio americano. Enquanto isso, países europeus já demonstram disposição para enviar tropas de paz à Ucrânia caso um acordo com a Rússia seja firmado.
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