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Governo Trump suspende operações cibernéticas contra a Rússia

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, suspendeu as operações cibernéticas ofensivas contra a Rússia em meio a sinalizações públicas feitas por Donald Trump ao governo de Vladimir Putin.

A decisão diz respeito especificamente ao trabalho do Comando Cibernético dos EUA, segundo a Associated Press. Porém, no mês passado, o governo Trump já havia revertido medidas do FBI e de outras agências relacionadas a ameaças digitais, como uma força-tarefa para investigar influências estrangeiras.

Interrupção das operações deve durar apenas enquanto as negociações para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia estejam em andamento. Especialistas disseram ao jornal Washington Post que é comum a suspensão dessas ações durante tratativas de grande repercussão.

Medida foi anunciada internamente por Hegseth antes da briga entre Trump e Zelensky. Os dois tiveram uma discussão acalorada na sexta-feira (28), durante encontro na Casa Branca.

No ano passado, a agência de cibersegurança dos EUA (CISA, na sigla em inglês) concluiu que o poder cibernético da Rússia é uma ameaça para o mundo. O governo Putin avalia as ações cibernéticas como um avanço da política externa para moldar as decisões de outros países, diz o relatório do órgão.

AJUDA MILITAR À UCRÂNIA

Após uma reunião na Casa Branca hoje, o governo Trump decidiu pausar as entregas militares dos EUA à Ucrânia, que inclui força militar e fornecimento de armas. A decisão acontece após uma série de atritos entre Trump e Volodymyr Zelensky. Na semana passada, os políticos tiveram uma discussão no Salão Oval

"Estamos fazendo uma pausa e revisando a nossa ajuda, para garantir que ela esteja contribuindo para uma solução", disse a fonte à AFP. Ela acrescentou que os EUA precisam que seus parceiros "também se comprometam a alcançar o objetivo" da paz.

Antes do anúncio de Trump, o presidente ucraniano havia afirmado que um acordo para acabar com a guerra entre Ucrânia e Rússia "ainda está muito, muito distante". A informação foi publicada pela agência de notícias AP e compartilhada por Trump. O presidente ucraniano declarou também que espera continuar recebendo apoio americano, apesar da tensão recente com o líder dos EUA.

Trump avaliou a declaração de Zelensky como a pior possível. O presidente americano disse que seu país "não vai tolerar isso por muito mais tempo", publicou Trump, na rede Truth Social.

"Esse cara não quer que haja paz enquanto ele tiver o apoio dos EUA e, a Europa, na reunião que teve com Zelensky, declarou categoricamente que não pode trabalhar sem os EUA""Provavelmente não é uma grande declaração para ter sido feita em termos de demonstração de força contra a Rússia. O que eles estão pensando?", disse Donald Trump, presidente dos EUA.

Segundo a AP, Zelensky disse acreditar que o relacionamento com os EUA continuará, "porque é mais do que um relacionamento ocasional". "Acredito que a Ucrânia tem uma parceria forte o suficiente com os Estados Unidos para manter o fluxo de ajuda", disse o ucraniano, em Londres.

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