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Governo Trump diz que usará “toda a força” contra regime de Maduro

Governo Trump diz que usará “toda a força” contra regime de Maduro
Governo Trump diz que usará “toda a força” contra regime de Maduro

A porta-voz do governo dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que o presidente Donald Trump está preparado para usar "toda a força" contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. A declaração, feita na Casa Branca, intensifica a pressão sobre o governo venezuelano, que os EUA consideram ilegítimo. 

Leavitt se referiu a Maduro como um "fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista" e reiterou a acusação de tráfico de drogas, uma alegação que Washington formalizou em março de 2020. A tensão na região aumenta com a recente movimentação de navios de guerra americanos para o sul do Caribe, perto da costa venezuelana.

A movimentação de três destróiers com mísseis guiados, o USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, para a região foi confirmada por agências de notícias como Reuters e AP. Mais de 4.000 militares estariam sendo posicionados. A justificativa oficial para a manobra é combater cartéis de tráfico de drogas, grupos que os EUA classificam como organizações terroristas globais. Embora Leavitt não tenha negado a presença da frota, a localização exata dos navios e seus objetivos finais ainda não foram divulgados. A manobra naval, iniciada na segunda-feira (18), teria uma duração de cerca de 36 horas.

Em resposta às acusações e à presença militar americana, o governo da Venezuela emitiu uma nota oficial classificando as ações de Washington como "ameaças" que colocam em risco a paz e a estabilidade regional. Nicolás Maduro, por sua vez, fez um discurso na segunda-feira (18) no qual declarou que a Venezuela "defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras", referindo-se ao que chamou de "a ameaça bizarra e absurda de um império em declínio", em uma clara alusão aos Estados Unidos.

A escalada da tensão ocorre em meio a uma longa disputa entre os dois países. Desde 2020, os EUA acusam formalmente Maduro de narcoterrorismo. Recentemente, a recompensa por informações que levem à sua prisão ou condenação foi elevada para até US$ 50 milhões, um valor que supera a quantia oferecida por informações sobre Osama Bin Laden após os ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo a procuradora-geral americana, Pam Bondi, Maduro é um dos "maiores narcotraficantes do mundo" e uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

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