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Governo dos EUA volta atrás e proíbe entrada de transexuais no Exército

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WASHINGTON - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu voltar atrás sobre a entrada de pessoas transexuais nas Forças Armadas do país. A permissão deveria entrar em vigor este mês, mas foi adiada até 1º de janeiro pelo Pentágono (sede do Deparamento de Defesa dos EUA) que, além de manter a probição de recrutar pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento, pediu um para determinar se a entrada dessas pessoas prejudica a efetividade bélica das tropas, segundo o jornal “El País”.

A decisão do governo é um novo recuo ante políticas implementadas pelo antecessor democrata Barack Obama. Antes de chegar à Casa Branca, transexuais eram identificados como “desviados sexuais” e deviam ser expulsos do Exército. Com as mudanças que exerceu em seus oito anos de governo, Obama os aceitou plenamente e facilitou seu tratamento integral.

— Desde que estou no cargo, enfatizei que o Deparamento de Defesa deve medir cada decisão política com um padrão crítico: afetará a disposição e letalidade das forças? Dito de outra forma, como influenciará na capacidade militar de defender a nação? — disse o secretário de Defesa do país, o tenente-geral James Mattis.

Segundo o “El País”, um estudo da Associação de Médicos dos Estados Unidos (Jama, na sigla em inglês) aponta que cerca de 13 mil transexuais fazem parte do Exército, representando uma pequena parcela de 1%, e que os médicos militares não estão preparados para atendê-los e muito menos para garantir sua transição corretamente. A ordem de Mattis não afete os recrutados, mas sim indica um endurecimento das condições nos quartéis.

“A decisão do general Mattis de manter a proibição de recrutar pessoas transgênero terá efeito de que mintam nas tentativas de ingressar nas Forças Armadas. O mesmo acontecia antes com homossexuais e a política de “não questione, não conte”. A tudo isso falta sentido porque, como predisseram os estudos, os transexuais demonstraram amplamente sua capacidade de serviços”, disse o centro de estudos sexuais Palm Center, que colabora com o Pentágono, sobre a restrição do governo.

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