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Gays russos fogem de Sochi para casar em Buenos Aires


afp.com / DANIEL GARCIA

Buenos Aires (AFP) - Os russos Dimitri Eremeev e Alexander Zaitsev, que abandonaram a cidade de Sochi antes dos Jogos Olímpicos, se casaram nesta terça-feira em Buenos Aires, e denunciaram as leis homofóbicas de seu país.

"Para nós não é possível continuar na Rússia, é insuportável. Aqui na Argentina podemos nos amar livremente", disse Alexander, 47 anos, que mostrava com orgulho a certidão de casamento. Os dois disseram à imprensa que pretendem entrar com pedido de asilo no país sul-americano.

Após a cerimônia civil, o casal foi clicado por uma multidão de fotógrafos e jornalistas, e recebeu uma salva de palmas de inúmeros militantes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) que assistiram o casamento.

A Argentina tornou-se, em 2010, o primeiro país da América Latina a legalizar o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e, posteriormente, estendeu o direito aos estrangeiros residentes no país.

"É o melhor dia da minha vida", disse o economista Alexander. "Não fizemos nada de errado, nós falamos o idioma do amor".

Dimitri, originário da península de Kamtchatka (leste de Rússia), é ex-funcionário administrativo do FSB, o serviço federal de segurança. Ele se queixa da "homofobia cultural" que reina na Rússia.

Em junho de 2013, o presidente russo, Vladimir Putin, promulgou a polêmica da lei 'anti-gay', que pune com multa e até prisão a "propaganda homossexual" diante de menores.

O debate correu todo o mundo durante os Jogos Olímpicos de Inverno 2014, sediados na cidade russa de Sochi.

 

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