ROMA, 3 Abr (Reuters) - A Galeria Uffizi de Florença foi alvo de um grave ataque cibernético no início do ano, o que levou a medidas de emergência, incluindo a transferência de joias valiosas para o Banco da Itália, informou o Corriere della Sera nesta sexta-feira.
A Galeria Uffizi exibe algumas das obras de arte mais famosas da Itália, incluindo as pinturas "Nascimento de Vênus" e "Primavera", de Botticelli, juntamente com "Doni Tondo", de Michelangelo.
Um porta-voz da Galeria Uffizi -- o segundo museu mais visitado da Itália, que gera cerca de 60 milhões de euros (US$ 69 milhões) por ano em receita -- não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Nem o Ministério da Cultura da Itália nem a assessoria de imprensa central da polícia responderam a um pedido de comentário.
A reportagem do Corriere disse que o diretor da Galeria Uffizi, Simone Verde, se recusou a comentar. Ele disse que a instituição havia reconhecido que os sistemas administrativos haviam sido afetados na época, sem entrar em detalhes.
A notícia do Corriere disse que os hackers se infiltraram na rede do museu no final de janeiro ou início de fevereiro, obtendo acesso aos servidores da Uffizi, do Palazzo Pitti e dos Jardins Boboli.
Os invasores supostamente esvaziaram alguns dos servidores e enviaram um pedido de resgate diretamente para o telefone pessoal de Verde, segundo a reportagem.
De acordo com o Corriere, os hackers obtiveram códigos de entrada, senhas, sistemas de alarme e mapas internos.
O jornal disse que os itens mais valiosos do Tesouro dos Grão-Duques - alojados no Palazzo Pitti, a antiga residência da família Medici - foram transferidos para o banco central como precaução, enquanto algumas portas e saídas de emergência foram lacradas.
O site oficial da galeria diz que, para permitir um trabalho de manutenção extraordinário, o Tesouro dos Grão-Duques no Palazzo Pitti será fechado a partir de 3 de fevereiro até novo aviso, sem dar mais detalhes.
Os hackers também teriam roubado o arquivo digital completo do departamento fotográfico, que contém imagens e documentos acumulados ao longo de décadas, segundo o relatório.
No ano passado, ladrões atacaram o Museu do Louvre de Paris, roubando joias no valor de US$102 milhões que ainda estão desaparecidas.
Em março, três pinturas dos mestres franceses Pierre-Auguste Renoir, Paul Cezanne e Henri Matisse foram roubadas de um museu no norte da Itália.
(Reportagem de Crispian Balmer)


