Um funcionário da OceanGate alertou a empresa sobre os riscos do submersível Titan anos antes da implosão, que matou cinco pessoas, durante uma expedição nos destroços do Titanic, em junho de 2023.
A ABC News divulgou dados sobre um novo documento onde consta os apelos de um diretor de operações marítimas, identificado como David Lochridge. Ele apontou questões de qualidade e segurança da construção do submarino e foi demitido em 2018.
O relatório se chama “inspeção de controle de qualidade” endereçado aos executivos da OceanGate. Antes de redigir o documento, David já tinha tentado alertar sobre os problemas, mas ele foi ignorado pelos superiores.
Um dos problemas relatados foi que o Titan não deveria ser tripulado durante nenhum dos próximos testes pois seu revestimento era composto por materiais inflamáveis que liberavam “fumaça tóxica”.
Autoridades dos Estados Unidos e do Canadá que estão investigando a implosão receberam cópias do documento e um áudio de uma reunião entre David Lochridge e executivos da OceanGate onde foi abordado sobre as falhas do Titan. Três dias após essa conversa, David foi demitido.
Cinco anos depois, o submersível desapareceu no dia 19 de junho de 2023. Após três dias de buscas, a Gurda Costeira encontrou os destroços da embarcação que havia implodido.
As vítimas que morreram no Titan foram o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, piloto do submarino; o empresário paquistanês Shahzada Dawood; Suleman Dawood, que é filho de Shahzada; o bilionário e explorador britânico Hamish Harding; e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista no naufrágio do Titanic.



