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França marca para este domingo (17) encontro entre europeus sobre guerra da Ucrânia

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O governo da França anunciou que foi marcada para neste domingo (17) uma videoconferência entre líderes europeus para discutir sobre a guerra da Ucrânia. A reunião vai acontecer antes do encontro dos presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e dos EUA, Donald Trump, na segunda-feira (18). A informação foi divulgada pela imprensa francesa.

Na agenda de Macron, a reunião da "Coalizão de Voluntários" está marcada para 15h (horário local). O presidente francês vai copresidir o encontro, junto com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.

A coalizão reúne 31 países aliados da Ucrânia. A última reunião do grupo aconteceu na quarta-feira.

Após encontro de Trump com Putin, europeus reforçaram apoio à Ucrânia. Líderes também participaram de uma ligação telefônica entre o republicano e Zelensky após a cúpula no Alasca.

Presidente ucraniano vai aos Estados Unidos na segunda-feira e deve se encontrar com Trump no mesmo dia. "Se tudo der certo, vamos agendar uma reunião com o presidente Putin", escreveu o presidente dos EUA em uma rede social.

CÚPULA TERMINOU SEM ACORDO

A reunião entre Trump e Putin terminou após cerca de três horas sem acordo de cessar-fogo para a guerra na Ucrânia. "Nada foi fechado", anunciou o republicano ao lado do russo, em entrevista à imprensa.

O encontro visava negociar um acordo de cessar-fogo. Zelensky não foi convidado para as conversas.

Trump definiu o encontro como "muito produtivo em várias formas" e com progressos, apesar do resultado. O republicano afirmou que há "uma boa chance" de chegar a um acordo e relembrou que milhares de pessoas estão sendo mortas na Ucrânia. Os presidentes trocaram elogios.

Putin falou que a Rússia e os EUA têm interesses sinceros de pôr fim ao conflito. Porém, o russo diz estar convencido de que, para chegar a um acordo de longo prazo, é preciso que a segurança do país seja garantida. Segundo ele, Trump disse na cúpula que a proteção dos dois países seriam garantidas e os EUA estão preparados para trabalhar nesta questão.

O presidente russo elogiou o "esforço" do governo Trump em buscar uma solução para a guerra. Ele ressaltou os interesses em comuns e as trocas que as duas nações podem ter em diversos setores, como economia e meio ambiente. "Sempre consideramos a nação ucraniana como irmã e queremos que isso aconteça novamente. Isso [o conflito] é uma tragédia para nós", acrescentou.

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