Por Gianluca Lo Nostro e Elissa Darwish
PARIS, 25 Fev (Reuters) - A França nomeou nesta quarta-feira Christophe Leribault como novo diretor do Louvre, trazendo o diretor do Palácio de Versalhes para transformar o museu mais visitado do mundo após um humilhante roubo de joias e greves de funcionários.
Ele sucederá Laurence des Cars, que deixou a função na terça-feira, disse a porta-voz do governo Maud Bregeon. Des Cars enfrentou críticas intensas desde que ladrões fugiram em outubro com joias avaliadas em US$102 milhões, que ainda estão desaparecidas, expondo falhas gritantes na segurança do museu.
“A prioridade de Leribault será reforçar a segurança do edifício, das coleções e das pessoas, restaurar um clima de confiança e levar adiante, juntamente com todas as equipes, as transformações necessárias para o museu”, disse o Ministério da Cultura em um comunicado sobre a escolha do presidente Emmanuel Macron para o cargo.
Leribault, de 62 anos, é um historiador de arte do século 18 que anteriormente dirigiu o Musée d'Orsay e a Orangerie de Paris antes de assumir o cargo em Versalhes em 2024. Ele deixará o cargo em Versalhes para assumir a função no Louvre.
Ele foi vice-diretor do departamento de artes gráficas do Louvre de 2006 a 2012, informou o ministério.
FALHAS DE SEGURANÇA DESTACAM NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO
Além do roubo, greves por salários e condições de trabalho fecharam repetidamente o Louvre desde meados de dezembro, enquanto vazamentos de água e uma investigação de fraude de ingressos que, segundo os promotores, desviou mais de 10 milhões de euros em uma década, também lançaram uma sombra sobre uma das principais atrações turísticas de Paris.
Um relatório dos auditores do Estado no ano passado instou a administração do Louvre, local onde fica a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, a redirecionar os gastos de aquisições para melhorias de segurança e infraestrutura atrasadas.
O novo diretor do Louvre disse em uma audiência parlamentar sobre segurança em museus na última quinta-feira que Versalhes havia “intensificado a vigilância” sob sua gestão, apoiando-se em tecnologia de ponta e sinalizando novos riscos decorrentes do sobrevoo de drones e da segurança cibernética.

