WASHINGTON — Após ser acusado de assédio, o ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Corey Lewandowski, esquivou-se ontem sobre uma denúncia da cantora Joy Villa, que afirmou que ele deu um tapa em suas nádegas sem seu consentimento em uma festa em novembro. Perguntado sobre a acusação em uma entrevista nesta quarta-feira, Lewandowski disse à rede de TV Fox Business que a questão está sob investigação.
— Há um processo que irá seguir para determinar a inocência de uma pessoa.
Villa — apoiadora de Trump que usou um vestido estampado com o slogan da campanha do presidente, “Make America Great Again”, na premiação do Grammy neste ano — disse que havia entrado em contato com a polícia em Washington no domingo para prestar acusações.
Em entrevistas ao site “Politico” e à rede de TV CNN nesta semana, a cantora revelou que Lewandowski a tocou contra sua vontade enquanto posavam para fotografias no Trump International Hotel.
Segundo Villa, Lewandowski tocou-lhe com “muita força”, repetindo o gesto mesmo depois de a cantora lhe ter pedido para parar.
— Senti que foi repugnante, traumático e humilhante — descreveu.
Em março de 2016, Corey Lewandowski envolveu-se em outra acusação com uma repórter, após uma conferência de imprensa na Flórida. As queixas foram retiradas. Ele foi demitido da campanha poucos meses depois.

