WASHINGTON — O furacão Irma terá um impacto "realmente devastador" quando chegar à costa americana da Flórida, afirmou o diretor da Agência de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês), Brock Long, em entrevista à rede CNN. Até o momento, o furacão ja deixou pelo menos 11 mortos e 21 feridos em sua passagem pelo Caribe. Na categoria cinco, Irma é o furacão nesta intensidade máxima de mais longa duração já registrado no mundo até hoje pelos serviços meteorológicos. Bate o recorde do supertufão Haiyan, que gerou, em 2013, nas Filipinas, os mesmos ventos (295 km/h) por 24 horas.
- A maior parte das pessoas ao longo da costa (americana) nunca experimentou um furacão como este. Será realmente devastador- advertiu Long, lembrando que os Estados Unidos foram atingidos por furacões de categoria cinco apenas três vezes desde 1851.
Long advertiu a população, sobretudo, para que siga as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades na Flórida. Além desse estado, "todo o sudeste dos Estados Unidos deve se manter seguro e em atenção", em especial na Geórgia e nas Carolinas do Norte e do Sul, frisou.
Em meio à situação de alerta, o presidente Donald Trump publicou uma mensagem em sua página no Twitter: "sejam prudentes, permaneçam em lugares seguros! Dispomos de equipes com gente talentosa e corajosa no local e disposta a ajudar."
O Irma devastou as Ilhas de St. Barth, St. Martin e Barbuda, durante sua passagem. De acordo com o primeiro-ministro holandês, Mark Rute, o furacão causou "enormes danos" em St. Martin, deixando inacessível a parte holandesa da ilha.
- A ilha não está acessível neste momento, devido aos enormes danos no aeroporto e no porto- disse Rutte, acrescentando que ainda não há informações de mortos na parte holandesa da ilha.
De acordo com a ministra francesa de Ultramar, Annick Girardin, que está na ilha franco-holandesa, será aberta uma ponte aérea entre St. Martin e Guadalupe "para trazer o necessário e, ao mesmo tempo, transladar feridos", completou Girardin. Ela comemorou que parte da pista do aeroporto da parte francesa de San Martín tenha sido reaberta, o que permitirá a chegada de um avião militar de reconhecimento.
Em declarações a uma rádio, o ministro francês do Interior, Gérard Collomb, advertiu que "os números vão, evidentemente, mudar durante o dia" e que as informações são, por enquanto, "parciais", em função das dificuldades de comunicação entre St. Martin e St. Barts.
"Com uma intensidade dessas e com essa longevidade, nunca se viu no mundo, desde o início da era dos satélites. Isso há 50 anos", disse à AFP a meteorologista Etienne Kapikian, da Météo France.

