NOVA YORK — Os EUA vêm aumentando a pressão sobre a Coreia do Norte às vésperas da Assembleia Geral da ONU, que começa na terça-feira em Nova York. A Casa Branca deverá buscar novas sanções internacionais contra o regime asiático durante a cúpula, além de mais apoio de China e Rússia. No domingo, representantes do governo uniram vozes no pedido de mais punições diplomáticas, no mesmo dia em que o presidente Donald Trump zombou do líder norte-coreano, Kim Jong-un, a quem chamou de “Homem foguete” ( “Rocket Man”, no inglês).
— O ponto crucial é unir todos os países para que façam todo o possível para fortalecer essas sanções, fazer o necessário para resolver esse problema sem chegar a um conflito militar — declarou em uma entrevista à rede ABC o general H.R. McMaster, conselheiro de Segurança Nacional do presidente Trump. — Todas as opções estão sobre a mesa.
As tensões entre Coreia do Norte e EUA aumentaram expressivamente após o regime asiático ter realizado recentemente seu sexto e mais poderoso teste nuclear. Kim diz que testou uma bomba de hidrogêneo, cujo poder de destruição superaria em cinco vezes a explosão nuclear em Nagasaki, no Japão, na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os norte-coreanos vêm testando mísseis balísticos cada vez mais poderosos, que seriam capazes de atingir o território americano.
A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, foi ainda mais taxativa em entrevista à rede CNN:
— Todos sabemos que, basicamente, se a Coreia do Norte continuar com esse comportamento insensato, se os Estados Unidos tiverem que se defender ou defender seus aliados, a Coreia do Norte será destruída — declarou. — Nenhum de nós quer isso, ninguém quer a guerra.
Também no domingo, Trump zombou do líder supremo norte-coreano, a quem chamou de “Homem foguete”. E, no mesmo dia, comprometeu-se junto com o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, a exercer mais pressão sobre Pyongyang.
"Ambos os dirigentes concordaram em exercer uma maior pressão e mais concreta para que o regime norte-coreano entenda que mais provocações vão conseguir apenas reforçar o isolamento diplomático e as pressões econômicas que levarão a seu colapso", declarou a Presidência sul-coreana em comunicado.
Na última segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade uma nova resolução de sanções para obrigar a Coreia do Norte a renunciar a seus programas balístico e nuclear. A aplicação das sanções será discutida durante uma reunião do órgão na quinta-feira. Mas os esforços não têm se mostrado capazes de dissuadir Kim Jong-Un sobre o seu programa nuclear e balístico.
No sábado, a agência estatal de notícias KCNA citou Kim, que teria declarado que "o objetivo final é estabelecer um equilíbrio de forças real com os Estados Unidos para que os governantes americanos não sigam falando de opção militar contra a Coreia do Norte". O lídet também teria dito que o mais recente míssil balístico do seu país foi testado com sucesso, após ter sobrevoado o Japão e caído sobre o mar.

