Em números porcentuais, as projeções indicam um empate, com 26,2% dos votos para a coalizão de Macron e 25,8% para os aliados do esquerdistas Jean Luc Mélenchon. A divisão de cadeiras, no entanto, não deve acompanhar o número absoluto de votos.
"Perante este resultado, e a extraordinária oportunidade que nos oferece e o destino da pátria comum, exorto o nosso povo a derrotar a desastrosa política da maioria, de Macron, no próximo domingo", disse Mélenchon aos partidários após a votação.
Macron precisa da maioria no Parlamento para aprovar sua agenda de reformas, incluindo uma reforma previdenciária que ele diz ser essencial para restaurar a ordem nas finanças públicas.
Durante a campanha, o bloco de Mélenchon aproveitou a raiva do eleitorado pelo aumento do custo de vida na esteira do pós pandemia e da guerra da Ucrânia para conquistar votos que não vieram na eleição presidencial.
A abstenção foi uma das marcas da eleição, com um número recorde de abstenções, com mais da metade de todos os eleitores registrados ficando longe das urnas em um dia quente e ensolarado.
Do lado de Macron, ministros do governo adotaram um tom humilde. O próprio Macron optou por manter um perfil discreto durante a campanha.
"As projeções parecem boas, aparentemente, para o Nupes", disse o ministro de Assuntos Europeus, Clement Beaune. "Não nego os resultados, mas não sabemos exatamente quem está à frente." COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS




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