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Esqueleto de uma criança neandertal descoberto pode ajudar em pesquisa

Esqueleto de uma criança neandertal descoberto pode ajudar em pesquisa
Esqueleto de uma criança neandertal descoberto pode ajudar em pesquisa

De acordo com uma pesquisa publicada na revista ‘Scientific Reports’, dezenas de esqueletos de neandertais enterrados foram descobertos na Europa e em partes da Ásia ao longo de 150 anos. Uma nova análise de um esqueleto de 41 mil anos de uma criança neandertal, encontrado em uma caverna francesa na década de 1970, fornece novas evidências de que os hominídeos da Idade da Pedra enterravam intencionalmente seus mortos.

Pesquisadores franceses e espanhóis reexaminaram os restos mortais usando métodos modernos de alta tecnologia, reescavaram o sítio arqueológico original onde os ossos foram encontrados em La Ferrassie, sudoeste da França, e revisaram os cadernos e diários de campo da escavação original.

A ausência de marcas de carnívoros que podiam ter tentado se alimentar do corpo descoberto e o fato de os ossos estarem relativamente não espalhados e com pouco desgaste sugere que o corpo foi rapidamente coberto, disseram os pesquisadores.

Os restos mortais também foram bem preservados (melhores que os ossos de animais encontrados na mesma camada de terra) apesar de pertencerem a uma criança. “Esses novos resultados fornecem ideias importantes para a discussão sobre a cronologia do desaparecimento dos neandertais e a capacidade comportamental, incluindo a expressão cultural e simbólica, desses humanos”, disse o estudo.

Os pesquisadores do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, do Muséum National d'Histoire Naturelle em Paris e da Universidade do País Basco na Espanha identificaram os 47 ossos pertencentes ao esqueleto da criança que não haviam sido identificados anteriormente. Um pedaço de osso foi datado por carbono e descobriu-se que tinha 41 mil anos.

Outro estudo sugeriu que havia uma diversidade considerável na forma como os neandertais europeus tratavam seus parentes mortos no período imediatamente anterior ao seu desaparecimento, cerca de 40 mil anos atrás, incluindo o canibalismo.

A equipe de pesquisadores disse que os padrões analíticos de hoje devem ser aplicados aos outros restos de esqueletos no sítio de La Ferrassie para avaliar se eles também foram enterrados.

 

Fonte: CNN 

 

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