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Especialistas temem que Coreia do Norte esteja perto de desenvolver mísseis intercontinentais

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WASHINGTON — Embora a Coreia do Norte seja conhecida por sua retórica exagerada, especialistas estão preocupados com os progressos substanciais do país em direção ao objetivo declarado pelo ditador Kim Jong-un de desenvolver um míssil balístico intercontinental. No domingo, desafiando pedidos para que controle seu programa armamentista, o regime norte-coreano disparou um míssil balístico que atingiu o mar perto da Rússia, dias após o novo líder da Coreia do Sul ter assumido, comprometendo-se a engajar Pyongyang em um diálogo.

De acordo com a imprensa estatal da Coreia do Norte, o míssil lançado foi o teste exitoso de um novo modelo de foguete. Tratou-se de “um míssil estratégico de médio a longo alcance recém-desenvolvido, Hwasong-12”, informou a agência oficial KCNA, acrescentando que o líder norte-coreano Kim Jong-Un “supervisionou pessoalmente o lançamento deste novo modelo de foguete”.

O lançamento foi criticado pelo presidente russo Vladimir Putin, que disse ser contraproducente e perigoso. Mas o líder russo também pediu o fim da intimidação à Coreia do Norte e defendeu uma solução pacífica.

— Somos categoricamente contra a ampliação do clube de potências nucleares, inclusive em benefício da Coreia do Norte (...). Nós somos contra e consideramos (o disparo) contraproducente, prejudicial e perigosos — afirmou Putin em uma entrevista coletiva em Pequim. — Mas temos que parar de intimidar a Coreia do Norte e encontrar uma solução pacífica para resolver este problema.

Após o novo teste, os Estados Unidos pediram sanções mais fortes contra a Coreia do Norte.

“Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte”, disse a Casa Branca em um comunicado.

Lançado da estação de Kusong, no Noroeste do país, o míssil foi disparado às 05h30 locais (17h30 de Brasília de sábado) e percorreu cerca de 700 quilômetros antes de cair no mar do Japão, indicou o Estado-Maior Conjunto de Seul.

O Comando Militar dos Estados Unidos no Pacífico disse que estava avaliando qual o tipo de míssil disparado, mas que “não era consistente com um míssil balístico intercontinental”. A avaliação de ameaça dos EUA não se alterou no ponto de vista da segurança nacional, disse uma autoridade americana.

Falando em condição de anonimato, uma autoridade disse que o míssil aterrissou 97 km ao sul da região de Vladivostok, na Rússia, levando a Casa Branca a notificar Moscou em uma declaração sobre o incidente.

“Com o míssil caindo tão perto do solo russo — na verdade, mais próximo da Rússia do que do Japão — o presidente não imagina que a Rússia esteja satisfeita”, disse a Casa Branca, referindo-se ao presidente dos EUA, Donald Trump.

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