BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O governo espanhol anunciou a retomada do funcionamento de fábricas e construções a partir de segunda-feira (13), após duas semanas de paralisação. As lojas não essenciais e escritórios continuarão fechados, e a orientação para que todos trabalhem de casa quando possível será mantida pelo menos até o dia 26 de abril. Para evitar um aumento de contágio com a volta parcial à atividade, o governo vai distribuir máscaras de proteção nas estações de metrô e trem. Segundo o Ministério da Saúde, a retomada gradual será possível porque os números mostram alívio da sobrecarga dos hospitais. A Espanha é o segundo país com maior número de casos confirmados (157.022) de coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em número de mortes (15.843), atrás de Itália e EUA. Em relação à população, porém, a Espanha supera todos os grandes países, com 34 mortes por 100 mil habitantes. Entre quinta (9) e sexta-feira (10), 605 pessoas morreram com o vírus, um decréscimo em relação às 24 horas anteriores. A taxa de crescimento de novos casos é de 3% Nas últimas semanas, tem crescido o número de países europeus que planejam retomada gradual de suas atividades ou criaram uma comissão específica para estudar essa possibilidade. Eslováquia e República Tcheca já reabriram algumas lojas não essenciais, e Áustria, Noruega, Dinamarca e Bélgica divulgaram seus planos de relaxamento de algumas das restrições. A União Europeia também prepara um planejamento estratégico comum, com parâmetros que deveriam ser considerados pelos países ao estudar possíveis reaberturas. Entre as orientações de especialistas, estão a necessidade de acompanhar a evolução da transmissão no país e a capacidade de atendimento dos hospitais. Medir a taxa de infecção e imunidade também é importante, pois uma parcela maior de pessoas já imunizadas reduz a velocidade de contágio. Médicos e cientistas também têm recomendado que, mesmo com a retomada de atividades, medidas de proteção como distanciamento, uso de máscara e lavagem das mãos sejam reforçadas e mantidas. As reaberturas também devem ser feitas passo a passo, dizem pesquisadores de doenças transmissíveis: a cada flexibilização, é preciso esperar ao menos duas semanas para avaliar os efeitos, segundo eles.