Encontro entre Trump e Putin no Alasca pode durar até sete horas
O aguardado encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, iniciada às 16h no horário de Brasília, pode ter entre seis e sete horas de duração, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. A reunião acontece nesta sexta-feira (15) na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, Alasca e um púlpito já foi preparado para um pronunciamento conjunto.
O objetivo central é buscar caminhos para encerrar a guerra na Ucrânia, embora a Casa Branca tenha reduzido as expectativas de um cessar-fogo imediato, classificando o encontro como um “exercício de escuta”. Trump está acompanhado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do enviado especial Steve Witkoff, enquanto Putin levou o chanceler Sergei Lavrov e o conselheiro Yuri Ushakov. A escolha do Alasca tem peso simbólico: comprado pelos EUA da Rússia em 1867, o território é também geograficamente vizinho pelo Estreito de Bering.
A reunião ocorre em um momento de impasse. Kiev rejeita qualquer cessão territorial, inclusive a Crimeia, enquanto Moscou insiste no controle das áreas ocupadas, neutralidade ucraniana e limitações no tamanho do exército. Analistas destacam que o “objetivo central” de Putin é garantir a neutralização geopolítica da Ucrânia, enquanto Trump afirma querer recuperar parte do território ocupado para Kiev, admitindo ajustes territoriais.
Na quarta-feira, Trump conversou por telefone com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que alertou sobre um suposto “blefe” de Putin. O líder ucraniano já havia declarado que decisões sobre o futuro do país sem a participação de Kiev são “inviáveis” e “natimortas”. Ele agradeceu o apoio americano, mas reforçou que a paz “não pode ser definida sem a Ucrânia”.
O encontro foi marcado após o fracasso do prazo dado por Trump para que Putin aceitasse um cessar-fogo, sob pena de novas sanções. Antes da reunião, o enviado Steve Witkoff teve conversas “altamente produtivas” com Putin em Moscou. Apesar das incertezas, Trump não descartou novas negociações, possivelmente com a participação de Zelensky, caso a reunião no Alasca produza resultados positivos.
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