Wittich é o terceiro espião russo que usou uma identidade brasileira a ser descoberto dentro e fora do País. Ele conseguiu fugir, abandonando uma namorada no Rio. Um deles foi preso na Noruega e outro está preso em Brasília e é investigado pela PF.
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Segundo o Portal da Transparência do governo federal, os valores das compras variam entre R$ 3 mil e R$ 8.500. A empresa de Wittich, chamada Rio3D, produzia, entre outras coisas, esculturas de resina e chaveiros. Ao Estadão , a Marinha confirmou as compras e as atribuiu a serviços ocasionais durante as operações de enfrentamento à pandemia
"Os produtos adquiridos não comprometeram o sigilo e a segurança das operações da Marinha do Brasil e tampouco atestam qualquer tipo de relacionamento entre a Força e o senhor Gerhard Daniel Campos Wittich", disse a instituição em nota. O Exército e o Ministério da Cultura ainda não se manifestaram.
A Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro registrou em março de 2020 o contrato social de constituição da empresa. Segundo certidão obtida pelo Estadão , o espião russo se apresenta no documento como brasileiro, solteiro e empresário, morador do bairro de Botafogo, na zona sul do Rio.
Mas o Portal da Transparência registra uma compra da secretaria da Cultura em janeiro daquele ano, no valor de R$ 8.500, anterior à constituição da empresa na Jucerj.
Dos outros quatro contratos, três correspondem à Marinha, por meio do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, e um ao Primeiro Batalhão de Polícia do Exército no Rio.
Segundo a Jucerj, o espião russo era o único sócio da empresa, que tinha um capital social de R$ 10 mil. Na certidão de criação da empresa, Wittich alegou não ter impedimentos legais para formá-la.
O espião desapareceu em janeiro, no meio de uma viagem à Malásia, sem mandar mensagens para sua namorada no Rio de Janeiro. Ele teria simulado desaparecimento em janeiro e já estaria de volta a Moscou, com sua mulher Maria Tsalla ou Irina Romanova, que teria atuado como espiã em Atenas, na Grécia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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