BUENOS AIRES, 6 Ago (Reuters) - A embaixada da China na Argentina acusou os Estados Unidos de usar a revogação de vistos para obstruir a cooperação entre uma empresa local e a chinesa Huawei, classificando a medida como uma afronta à soberania e aos princípios do livre mercado.
“A embaixada dos EUA na Argentina promoveu deliberadamente a chamada ‘teoria da ameaça chinesa’, ampliou o conceito de segurança nacional e, por meio da revogação de vistos, impediu descaradamente a cooperação normal”, afirmou a embaixada chinesa em comunicado publicado nas redes sociais na noite de quarta-feira.
A embaixada dos EUA na Argentina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, aliado próximo do presidente argentino Javier Milei, tem manifestado preocupação com a influência chinesa na América Latina — incluindo a Argentina, que tem Pequim como seu segundo maior parceiro comercial.
Os bancos centrais da China e da Argentina renovaram nesta semana um acordo bilateral de swap cambial por cinco anos, no valor total de 130 bilhões de iuanes (US$19,3 bilhões).
(Reportagem de Agustin Marcarian e Lucinda Elliott em Buenos Aires)



Aviso