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Em SP, Mujica diz que eleição de Lula será retorno da democracia

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ex-presidente uruguaio José Mujica veio ao Brasil neste sábado (29) para participar do último ato de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. Os dois participam juntos de uma entrevista à imprensa na próxima à Av Paulista, na região central da capital, de onde sai a caminhada. "Estou muito feliz de estar aqui com o nosso companheiro Pepe Mujica, um companheiro muito especial", disse Lula, abraçando Mujica.

O ex-presidente uruguaio afirmou que a eleição de Lula, se ocorrer, será um importante recado da democracia no continente. "É muito importante para a esperança [da América do Sul], mostrará que somos capazes de retornar."

Também acompanham Lula o ex-governador de SP Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice, e o candidato ao governo do estado paulista Fernando Haddad (PT).

O estreitamento das relações entre os países latino-americanos, uma das principais bandeiras internacionais do governo Lula (2003-2010), tem sido um dos pilares da campanha petista.

Em encontros com outras lideranças da região, como a vice-presidente da Colômbia Francia Márquez e o presidente boliviano Luis Arce, Lula tem debatido uma "volta do protagonismo do Mercosul" dentro da política internacional brasileira.

"O Brasil tem de voltar a ser aquele país que não fala fino com os Estados Unidos nem grosso com a Bolívia", tem repetido o petista durante a campanha.

A chamada "Caminhada da Vitória" circula pela avenida Paulista na tarde de hoje. A concentração começou às 14h em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo).

A caminhada é aberta por motoboys e seguida por alas que simbolizam, segundo a campanha petista, os grandes desafios que serão enfrentados a partir de janeiro de 2023 pelo ex-presidente, caso seja eleito.

Cada cor representa uma área —trabalho pelo azul escuro; saúde pelo azul claro; educação pelo amarelo; meio ambiente veste verde; inflação e carestia serão representados pelo tom de todas as cores; habitação e moradia pelo vermelho e direitos humanos pelas cores roxa e preta.

A campanha do ex-presidente não divulgou detalhes sobre o último ato. O suspense é proposital, já que o plano da cúpula é concentrar o maior número de pessoas possível e seguir o cortejo com outros "atrativos" para além do discurso de Lula —que deve ocorrer na praça da República, no centro.

Uma das especulações é que haja mais de uma escola de samba durante o percurso. Algumas escolas do Rio e de São Paulo já declararam apoio público a Lula. Não há, no entanto, a confirmação oficial de nenhuma delas.

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