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Em reunião no Alvorada, Lira cobra Ernesto por melhora na diplomacia para combater pandemia

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A reunião do presidente Jair Bolsonaro (sem partidos) com as cúpulas do Legislativo e do Judiciário teve um momento de cobrança ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Em seu discurso, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu que o Itamaraty amplie o diálogo com nações estrangeiras consideradas estratégicas para o combate à pandemia do coronavírus. Segundo autoridades presentes, Lira deixou claro que é preciso haver melhora no diálogo com países produtores de vacinas e insumos e que a hora é agora de pedir ajuda a parceiros internacionais. Ele citou, por exemplo, os Estados Unidos e a China. "Lira falou dessa apatia da área diplomática do Brasil. O país, com a importância que tem, de repente não temos mais interlocução com quem pode nos ajudar a conseguir vacinas. Ele citou Estados Unidos, China e Índia", disse o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Segundo relatos feitos à reportagem , Ernesto não respondeu ao pedido, que recebeu o apoio de governadores presentes no encontro. As gestões estaduais também pediram que a diplomacia brasileira faça cobranças à OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre o monopólio de laboratórios sobre a produção de imunizantes. Na terça-feira (23), o chanceler foi criticado por empresários brasileiros em reunião, na capital paulista, com Lira e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O titular do Itamaraty foi chamado de omisso pela postura que tem adotado durante a pandemia do coronavírus. Os críticos afirmaram que a pasta deveria ter ficado à frente de questões importantes, como da vacina e de insumos e medicamentos, mas se manteve ao lado do negacionismo. No início do ano, Bolsonaro chegou a cobrar Ernesto sobre a falta de diálogo do ministro com a China, quando o país asiático atrasou a exportação de insumos ao Brasil para a produção de vacinas. Após o encontro, o chanceler respondeu às críticas de que estaria adotando uma postura de omissão em reunião da comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Ele disse que a estratégia de vacinação contra o coronavírus é definida e centralizada no Ministério da Saúde e que cabe ao Itamaraty apenas ajudar na execução das iniciativas. "O Ministério das Relações Exteriores tem uma função em contribuir para a execução desse processo, sobretudo naquilo que se refere a todas as relações internacionais, mas sempre é importante ter presente de que existe uma estratégia central, um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde", afirmou. Na semana passada, o presidente do Senado enviou ofício à vice-presidente americana, Kamala Harris, com um pedido de "socorro" e um apelo pela importação do excedente das vacinas dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (24), Araújo afirmou que os Estados Unidos não estão exportando vacinas contra Covid e ressaltou que eles poderiam enviá-las ao exterior quando houvesse garantia de suprimento para toda a sua população. "Estamos negociando com os Estados Unidos para procurar também receber uma parte desse excedente", disse. "Mas pelo menos por enquanto esse excedente, pelos números, é algo extremamente limitado porque está sujeito à regulação dos Estados Unidos", acrescentou.

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