Lawrence Faucette, de 58 anos, um paciente com doença cardíaca em estágio terminal recebeu um coração de porco geneticamente modificado em um procedimento experimental realizado na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Este é o segundo paciente no mundo a receber um transplante de órgão de porco.
O paciente foi considerado inelegível para um transplante tradicional de coração. Ele está se recuperando bem da cirurgia e o coração está funcionando normalmente.
Os médicos que realizaram o transplante disseram que o procedimento foi um sucesso e que representa um avanço promissor para o tratamento de doenças cardíacas.
David Bennett, de 57 anos, foi o primeiro paciente a receber um coração de porco. Mesmo tendo sobrevivido por apenas dois meses, o fato foi comemorado pela comunidade científica.
Para realizar o transplante de coração de porco, os cientistas geneticamente modificam os animais para remover os genes que causam rejeição do órgão pelo sistema imunológico humano.
O procedimento ainda é experimental e existem riscos envolvidos. No entanto, os médicos acreditam que essa técnica tem o potencial de salvar milhares de vidas.
A busca por órgãos de outras espécies é uma resposta à escassez de órgãos humanos disponíveis para transplante. Milhares de pessoas morrem a cada ano na fila de espera por um órgão.
Os xenotransplantes, como são chamados os transplantes de órgãos de outras espécies, também podem ser uma opção para pacientes que não são elegíveis para um transplante tradicional de coração.
Além do transplante de coração de porco, existem outras técnicas em desenvolvimento para aumentar a disponibilidade de órgãos, a chamada criopreservação, que consiste em congelar órgãos para que possam ser armazenados por longos períodos de tempo.



