Entre os americanos acusados está Sam LaHood, chefe do Instituto Republicano Internacional, que tem escritório no Cairo. Ele é filho do Secretário de Transportes dos EUA, Ray LaHood, o republicano mais bem colocado na administração Barack Obama. De acordo com a Associated Press, outros 18 americanos seriam alvo de acusações.
A ação da Justiça egípcia pode abalar a boa relação entre Egito e Estados Unidos, algo visto como crucial para a paz na região. O caso vem à tona um dia depois de a secretária de Estado, Hillary Clinton, ter advertido o Egito de que a ajuda militar americana, de US$ 1,3 bilhão ao ano, para o país estaria ameaçada.
O governo egípcio tem gradualmente endurecido a vigilância sobre três ONGs americanas que atuam no país. Ele acusa essas organizações de operar sem a permissão devida e distribuir recursos com objetivos políticos, sem o consentimento do governo. Em declarações públicas, líderes egípcios acusam as ONGs de financiar dissidentes e ativistas contra o governo em uma tentativa de desestabilizar o país. As informações são da Dow Jones.

