"Vocês estão prontos? Vocês estão prontos para reconstruir esse pacto? Você estão prontos?" Draghi trovejou no final de um discurso no Senado da Itália. "Vocês não têm que dar a resposta para mim. Vocês têm que dar a todos os italianos."
Nos últimos dias, líderes políticos, prefeitos, associações de médicos e cidadãos comuns instaram Draghi a permanecer no cargo enquanto a Itália lida com o aumento da inflação e dos preços da energia, a guerra da Rússia na Ucrânia e a implementação de um plano para usar cerca de 200 bilhões de euros da União Europeia.
Draghi apresentou a renúncia depois que senadores do Movimento 5 Estrelas, o mais votado nas eleições nacionais de 2018 da Itália, boicotaram um voto de confiança em um projeto de lei para lidar com a crise econômica.
O primeiro-ministro estabeleceu prioridades para o Parlamento considerar na reconstrução "de cima" da maioria necessária para o governo trabalhar com eficiência. Apesar de ele indicar que estava aberto a tentar forjar um caminho a seguir, não havia clareza sobre como o dia terminaria.
Draghi, que foi convocado para chefiar o governo no ano passado, há muito insistia que nunca governaria sem o M5s. Ele disse categoricamente, na semana passada, que não governaria por ultimato, uma referência às exigências do partido.
Mas parece que as ondas de apelos para ele reconsiderar, de dentro e de fora da Itália, surtiram efeito. O premiê disse ao Senado que ficou pessoalmente emocionado com as demonstrações espontâneas de apoio, citando em particular as petições de prefeitos e médicos italianos, os "heróis da pandemia". Fonte: Associated Press.


